Só Pra Contrariar
Fundo de Quintal
Composição: Arlindo Cruz / Sombrinha / Almir Guineto
Só pra contrariar
Eu não fui mais na favela
Só pra contrariar
Não desfilei na Portela
Só pra contrariar
Pus a cara na janela
Só pra contrariar
Eu não fiz amor com ela
Contrariei, sabendo que ainda era a mais bela
E tinha malandro ligado na dela
Que nunca deu bola, que nunca deu trela
Contrariei, revelando segredo que não se revela
Só pra contrariar, ela ainda é donzela
Só pra contrariar
Eu não fui mais na favela
Só pra contrariar
Não desfilei na Portela
Só pra contrariar
Pus a cara na janela
Só pra contrariar
Eu não fiz amor com ela
Contrariei, e acho que dei um bico na canela
Desprezando o que todo o mundo zela
Como tufo, jóia, escultura ou tela
Contrariei, mas essa castidade abri a fivela
Só pra contrariar. ela ainda é donzela
Eu não fui mais na favela
Só pra contrariar
Não desfilei na Portela
Só pra contrariar
Pus a cara na janela
Só pra contrariar
Eu não fiz amor com ela
Quando Eu Contar (Iaiá)
Zeca Pagodinho
Composição: Indisponível
Ô Iaiá
Iaiá, ô Iaiá
Minha preta não sabe o que eu sei
O que vi nos lugares onde andei
Quando eu contar, Iaiá, você vai se pasmar
Quando eu contar, Iaiá, você vai se pasmar
Vi um tipo diferente
Assaltando a gente que é trabalhador
Morando num morro muito perigoso
Um tal de Caveira comanda o vapor
Foi aí que o tal garoto
Coitado do broto, encontrou com o Caveira
Tomou-lhe um sacode, caiu na ladeira
Iaiá, minha preta, morreu de bobeira, ô Iaiá
Iaiá
Minha preta não sabe o que eu sei
O que vi nos lugares onde andei
Quando eu contar, Iaiá, você vai se pasmar
Quando eu contar, Iaiá, você vai se pasmar
Dei um pulo na cidade
Iaiá, minha preta, se eu sei, não iria
Só vi sacanagem, só vi covardia
Nem sei como pode alguém lá viver
Quando vi o salário que o pobre operário sustenta a família
Fiquei assustado, Iaiá, minha filha
Montei num cavalo e voltei pra você, ô Iaiá
Iaiá
Minha preta não sabe o que eu sei
O que vi nos lugares onde andei
Quando eu contar, Iaiá, você vai se pasmar
Quando eu contar, Iaiá, você vai se pasmar
Dei um pulo na macumba, fui saber da quizumba
Bolei na demanda, cantei pra Calunga, baixei a muamba
Saravei a banda, meu corpo fechei
Iaiá, eu fiz tudo certinho
Deitei para o santo, raspei, catulei
Me deixa de lado, cão escomungado
Eu tô abençoado, eu tô dentro da lei, ô Iaiá
Iaiá
Minha preta não sabe o que eu sei
O que vi nos lugares onde andei
Quando eu contar, Iaiá, você vai se pasmar
Quando eu contar, Iaiá, você vai se pasmar.
Eu não sou culpado meu bem
Que seu novo amor tem pavor do passado
Comprei camisa de seda, terno de linho importado
Dei molho no (meu) cabelo, fiz um pisante invocado
Mas você se casou e eu não fui convidado
Vou lhe dizer o que eu acho
Sem nenhum constrangimento
Quem tem teto muito baixo
Não se mete em casamento
Diga pro seu novo amor
Essa ele tem que saber
Quero cinqüenta por cento
Do investimento que eu fiz em você
Eu não sou culpado meu bem
Que seu novo amor tem pavor do passado
Comprei camisa de seda, terno de linho importado
Dei molho no (meu) cabelo, fiz um pisante invocado
Mas você se casou e eu não fui convidado
Vou lhe contar uma história
Do meu tempo de garoto
Quem tem cabra que segure
Porque o meu bicho tá solto
Diga pro seu novo amor
Que ele é um tremendo pastel
Quero um pedaço do bolo
Se não vai dar rolo essa lua-de-mel
Eu não sou culpado meu bem
Que seu novo amor tem pavor do passado
Comprei camisa de seda, terno de linho importado
Dei molho no (meu) cabelo, fiz um pisante invocado
Mas você se casou e eu não fui convidado
Vou lhe dizer outra coisa
Sem ter medo de resposta
Quem teme águas passadas
Não nada em rio de costas
Diga pro seu novo amor
Que eu não fui e não gostei
Ninguém vai cortar a fita
Da obra bonita que eu inaugurei
Eu não sou culpado meu bem
Que seu novo amor tem pavor do passado
Comprei camisa de seda, terno de linho importado
Dei molho no (meu) cabelo, fiz um pisante invocado
Mas você se casou e eu não fui convidado
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