Depois de mostrar a ação dos bravos soldados febianos, os audazes guerreiros do ar da FAB, agora é a vez dos valentes guardiões da Marinha de Guerra; explanado pela simplicidade de um Ex-Combatente da Marinha Brasileira.
1942, no teatro de operações de El Alamen, Africa e Mediterraneo, A Alemanha nazista e a Itália de Mussolini recua nas diversas frentes; Com o canal de Suez cercado pelos Aliados, O EIXO enfraquece. sem como ser abastecido com Materia-Prima de paises Asiaticos, A Maquina de Guerra de Hitler começa "quebrar".
A solução desesperada de Hitler e seus Generais, era baixar navios mercantes Brasileiros que tinham uma das maiores frotas de mercantes do mundo, os navios iam carregados com diversas Materias-Prima que seriam trabalhadas em varias Industrias dos Estados Unidos (Materiais Bélicos e suprimentos para tropas). A ação desesperadora do EIXO em afundar mercantes brasileiros era uma tentativa de equilibrar as frentes de combate e evitar o avanços dos Aliados na Europa.
A KREIGSMARINE de Hitler, apostava nas ações furtiva dos U-BOATS. apenas um submarino dava conta de cinco navios da frota civil.
O trabalho da Marinha de Guerra foi silencioso, pouco conhecida pelos Brasileiros, e ativo, com as constantes patrulhas em nossas águas, com apoio aéreo do grupo ELO (Esquadrilha de Ligação e Observação), esta "Força Aérea Naval" (A aéronautica nasceu na segunda guerra mundial), em 31 de julho de 1943, já havia afundado em nossa costa, o U-199 (submarino Alemão). Comboios aos navios mercantes e navios de transporte de tropas eram constantes, na caça aos temidos U-Boats em nossas águas.
Participou efetivamente da batalha do Atlântico, em cooperação com a quarta esquadra norte-americana.
A capacidade de combate da Marinha do Brasil no alvorecer do conflito era modesta se comparada com as grandes esquadras em luta no Atlântico Norte e no Pacífico. O nosso pessoal e os nossos meios não estavam preparados para engajar com o inimigo oculto sob o mar, que assolava o transporte marítimo no nosso litoral. Ingressaríamos em uma guerra anti-submarino, sem equipamentos para detecção e armamento apropriado, porém este obstáculo não impediu que navios e tripulações lutassem desde as primeiras horas do dia 31 de agosto, assumindo com entusiasmo os riscos de um combate desigual.
A criação da Força Naval do Nordeste (FNNE), pelo Aviso n0 1.661 de 5 de outubro de 1942, foi parte do rápido e intenso processo de reorganização das nossas forças navais para adequar-se à situação de conflito. Sob o comando do então Capitão-de-Mar-e-Guerra Alfredo Carlos Soares Dutra, a recém-criada força foi inicialmente composta pelos seguintes navios: Cruzadores Bahia e Rio Grande do Sul, Navios-Mineiros Carioca, Caravelas, Camaquã e Cabedelo (posteriormente reclassificados como corvetas) e os Caça-Submarinos Guaporé e Gurupi. Receberia ainda navios que acabavam de ser prontificados pelos nossos estaleiros; e várias escoltas anti-submarino cedidas pelos norte-americanos; constituindo-se na Força-Tarefa 46 da Força do Atlântico Sul, subordinada a 4ª Esquadra Norte-Americana, reunindo a nossa Marinha com a Marinha dos Estados Unidos da América, que já lutava contra a ameaça submarina desde 1941.
A atuação conjunta com os norte-americanos trouxe meios navais e armamentos mais adequados à guerra anti-submarina, proporcionando também o indispensável treinamento para o nosso pessoal, habilitando-os a operarem navios modernos com meios de detecção pouco conhecidos até então, como o sonar. As perdas brasileiras na guerra marítima somaram 30 navios mercantes e três navios de guerra, destes últimos dois, o Bahia e o Camaquã, eram componentes da FNNE. Nas operações navais na Segunda Guerra Mundial, a Marinha do Brasil perdeu 486 homens.
Desde os primórdios da Nação Brasileira, nossos marinheiros apresentaram-se para defender sua soberania, tanto no limite difuso dos mares, como nos rios que fazem nossas fronteiras.
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